Skip to main content

Cicatrizes no rosto: tipos, causas e os melhores tratamentos para pele mais uniforme

Cicatriz no rosto é uma das queixas que mais afeta a autoestima — não apenas pela aparência, mas pelo que representa. Para quem conviveu com acne, passou por um acidente, uma cirurgia ou um procedimento mal realizado, a cicatriz é um lembrete diário de algo que não saiu como esperado.

E a frustração aumenta quando os resultados dos tratamentos não chegam — não porque o tratamento não funciona, mas porque o tipo de cicatriz foi mal avaliado e a abordagem foi inadequada para aquele caso específico.

Esse é o ponto central de tudo: nem toda cicatriz é igual. Uma cicatriz deprimida de acne responde a mecanismos completamente diferentes de uma cicatriz elevada. Uma cicatriz fibrosa que prende a pele por dentro não melhora com laser superficial. Uma mancha avermelhada pós-acne não é uma cicatriz verdadeira — e confundir as duas atrasa o tratamento correto por meses.

Este artigo explica o que são as cicatrizes no rosto, como se formam, quais são os tipos, e quais procedimentos realmente funcionam para cada um — com honestidade sobre o que cada abordagem pode e não pode entregar.

Como as cicatrizes se formam?

Uma cicatriz é o resultado de um processo de cicatrização que não se completou de forma organizada. Quando a pele sofre uma lesão que atinge a derme — a camada mais profunda da pele, abaixo da epiderme —, o organismo inicia um processo reparador que envolve produção de colágeno novo para preencher o dano. Quando esse processo acontece de forma equilibrada, a pele se reconstrói próxima da normalidade. Quando ele é desequilibrado — com produção insuficiente ou excessiva de colágeno —, surge a cicatriz.

As causas mais comuns de cicatrizes no rosto são a acne inflamatória — especialmente os nódulos e cistos profundos —, traumas e cortes, queimaduras, cirurgias, procedimentos estéticos mal realizados e infecções cutâneas. A intensidade da inflamação, a profundidade da lesão, a genética do paciente — especialmente a tendência a formar queloides — e a forma como a lesão foi tratada ou manipulada determinam o tipo e a extensão da cicatriz resultante.

Um ponto que precisa ser dito com clareza: a manipulação das lesões de acne — espremer espinhas profundas, manipular nódulos com as unhas — é um dos principais fatores que transforma uma acne tratável em cicatriz permanente. O tratamento precoce e adequado da acne ativa é a medida preventiva mais eficaz contra as cicatrizes.

Os tipos de cicatrizes no rosto

O diagnóstico preciso do tipo de cicatriz é o que orienta toda a escolha de tratamento. Aplicar o procedimento errado no tipo errado de cicatriz não apenas não melhora — pode piorar.

Cicatrizes atróficas — as depressões

São as mais comuns no rosto — especialmente após acne. Formam-se quando há perda de colágeno durante o processo de cicatrização, criando uma depressão em relação ao nível da pele ao redor. São classificadas em três subtipos conforme sua morfologia:

Icepick — em forma de espeto de gelo. São as mais profundas e estreitas — parecem poros muito dilatados ou pequenos buracos finos na pele. Geralmente localizadas nas bochechas, são as mais difíceis de tratar porque sua profundidade relativa ao diâmetro é grande. Respondem especialmente bem à técnica CROSS — aplicação de ácido tricloroacético concentrado no fundo da cicatriz — que estimula a produção de colágeno de dentro para fora.

Boxcar — em formato de caixa. São depressões com bordas bem definidas, verticais, de fundo plano — como se um bloco tivesse sido retirado da pele. Têm diâmetro maior do que as icepick e profundidade variável. Respondem a laser fracionado, microagulhamento e, nos casos com fibrose, à subcisão associada.

Rolling — onduladas. São depressões com bordas suaves e irregulares que criam uma aparência ondulada na pele — como pequenas colinas invertidas. Frequentemente causadas por bandas de fibrose que puxam a pele de baixo para dentro. A subcisão — liberação dessas bandas com agulha — é a abordagem de eleição, combinada com microagulhamento e laser fracionado.

cicatrizes no rosto

Cicatrizes hipertróficas — as elevadas

São o oposto das atróficas: formam-se quando há produção excessiva de colágeno durante a cicatrização, resultando em uma cicatriz elevada acima do nível da pele ao redor. No rosto, são menos comuns do que as atróficas — mas surgem especialmente após cirurgias, traumas e acne nodular.

As cicatrizes hipertróficas respeitam os limites da lesão original — não se expandem para além dela. Tendem a regredir parcialmente ao longo do tempo. Respondem a laser fracionado, microagulhamento e peelings que promovem o remodelamento do colágeno em excesso.

Queloides

São um tipo especial de cicatriz hipertrófica — com a diferença fundamental de que crescem além dos limites da lesão original, invadindo a pele saudável ao redor. Têm componente genético importante: algumas pessoas têm predisposição à formação de queloides, especialmente em fototipos mais escuros. No rosto, são menos frequentes do que no tórax e nos ombros.

O queloide exige abordagem específica — infiltração de corticosteroide para reduzir o volume, criocirurgia em alguns casos, e, quando há indicação cirúrgica, cuidado especial porque a remoção isolada pode resultar em queloide ainda maior na cicatriz cirúrgica. Não deve ser tratado com laser ablativo sem avaliação cuidadosa pelo risco de piora.

Hiperpigmentação pós-inflamatória

Tecnicamente não é uma cicatriz — mas é frequentemente confundida com uma, especialmente em fototipos mais escuros. São manchas escuras que surgem após qualquer processo inflamatório na pele — acne, procedimentos, traumas — como resultado da produção excessiva de melanina na cicatrização.

Diferente das cicatrizes verdadeiras, a hiperpigmentação pós-inflamatória pode regredir espontaneamente ao longo de meses com proteção solar adequada. Tratamentos despigmentantes, peelings e laser Lavieen aceleram significativamente esse processo. A distinção é importante porque o protocolo de tratamento é diferente das cicatrizes atróficas — e confundir as duas prolonga desnecessariamente o tempo de tratamento.

Os principais tratamentos para cicatrizes no rosto

Microagulhamento — a base de qualquer protocolo de cicatrizes

O microagulhamento é um dos tratamentos mais eficazes e versáteis para cicatrizes atróficas — especialmente para os tipos boxcar e rolling. O dispositivo com microagulhas cria microperfurações controladas na derme que estimulam uma resposta inflamatória reparadora, com produção de colágeno novo e elastina que elevam progressivamente o fundo das depressões.

As micro-lesões estimulam uma resposta inflamatória e reparadora que promove a formação de novas fibras de colágeno e elastina, reduzindo o aspecto da cicatriz. A vantagem do microagulhamento sobre os lasers ablativos é a preservação da epiderme — o que resulta em menor risco de hiperpigmentação pós-inflamatória, tornando-o indicado para todos os fototipos com protocolos adequados.

Quando utilizado em conjunto com plasma rico em plaquetas ou com soluções estimuladoras de colágeno aplicadas durante o procedimento, o resultado é superior ao microagulhamento isolado. Pesquisas indicam que o microagulhamento sozinho é eficaz na redução de cicatrizes de acne — mas quando usado em conjunto com ativos complementares, produz resultado superior.

Geralmente são necessárias de três a seis sessões com intervalo de quatro semanas para resultado expressivo. A melhora é progressiva — perceptível a partir da segunda ou terceira sessão — com resultado que continua evoluindo nos meses seguintes ao protocolo.

Laser Lavieen — renovação da pele e melhora da textura

O laser Lavieen — laser de Thulium 1927nm — tem indicação específica para melhora da textura da pele, uniformização do tom e tratamento de cicatrizes superficiais e hiperpigmentação pós-inflamatória. Por ser um laser não ablativo fracionado, preserva a superfície da pele enquanto promove renovação nas camadas mais profundas — com tempo de recuperação curto e segurança para todos os fototipos quando calibrado adequadamente.

Para cicatrizes atróficas superficiais — especialmente as manchas e irregularidades de textura que ficam após a acne —, o Lavieen entrega melhora expressiva com perfil de recuperação favorável. Para cicatrizes mais profundas — icepick pronunciadas, boxcar com fibrose —, é melhor utilizado como componente de um protocolo combinado com microagulhamento e subcisão, do que como abordagem isolada.

Peeling químico — renovação camada a camada

Os peelings químicos têm indicação consolidada para cicatrizes atróficas superficiais e para a hiperpigmentação pós-inflamatória associada. A técnica CROSS — aplicação de ácido tricloroacético concentrado no fundo das cicatrizes tipo icepick com um palito ou instrumento fino — é um exemplo de uso do peeling direcionado para cicatrizes específicas, com excelente resultado para esse subtipo em particular.

Para cicatrizes de textura difusa e manchas, os peelings com ácido glicólico, mandélico e tricloroacético em concentrações intermediárias promovem renovação progressiva que melhora a uniformidade da pele ao longo das sessões. Fototipos mais escuros exigem concentrações mais baixas e intervalos maiores para evitar hiperpigmentação pós-inflamatória — o risco mais relevante em peles morenas.

Subcisão — liberação das bandas de fibrose

A subcisão é a técnica de eleição para cicatrizes rolling — as onduladas com componente de fibrose que prende a pele de dentro para fora. Utiliza uma agulha especial inserida sob a cicatriz para romper as bandas fibrosas que a mantêm presa ao tecido profundo, permitindo que a pele se eleve naturalmente.

A subcisão não estimula colágeno por si só — libera a restrição que impedia que outros tratamentos fossem eficazes. Por isso é quase sempre combinada com microagulhamento, laser ou preenchimento: a subcisão libera a depressão e o procedimento complementar estimula o preenchimento progressivo do espaço criado.

Preenchimento com ácido hialurônico — correção imediata e estrutural

Para cicatrizes atróficas deprimidas — especialmente as rolling e boxcar — o preenchimento com ácido hialurônico de baixa viscosidade tem indicação específica para elevar o fundo da depressão e restaurar o volume perdido. O resultado é imediato e pode ser utilizado como parte de um protocolo progressivo — enquanto os tratamentos de neocolagênese constroem o colágeno novo ao longo dos meses, o preenchimento oferece melhora visual imediata.

É especialmente útil em cicatrizes extensas ou muito deprimidas, onde o resultado do microagulhamento isolado levaria muitas sessões para atingir um nível satisfatório. A reversibilidade com hialuronidase é uma vantagem adicional que permite ajustes ao longo do protocolo.

Bioestimuladores de colágeno — melhora estrutural da pele

Para casos com perda difusa de qualidade dérmica associada às cicatrizes — especialmente em pacientes com acne severa que comprometeu extensamente a estrutura da pele —, os bioestimuladores de colágeno têm indicação como componente que melhora a densidade e a qualidade geral dos tecidos ao longo do tempo.

Diferente do preenchimento, que atua na cicatriz específica, o bioestimulador melhora a arquitetura global da derme — tornando a pele mais espessa, mais organizada e mais resistente progressivamente.

Como combinar os tratamentos para resultado mais completo?

O sucesso no tratamento de cicatrizes no rosto quase sempre está no protocolo combinado — porque um único paciente frequentemente tem diferentes tipos de cicatriz ao mesmo tempo, e cada tipo responde melhor a abordagens diferentes.

O protocolo mais consolidado para cicatrizes atróficas mistas começa pela subcisão nas cicatrizes rolling com fibrose, seguida de microagulhamento nas sessões subsequentes para estímulo de colágeno, com laser Lavieen para melhora da textura e uniformização do tom, e peeling CROSS para as icepick resistentes. Preenchimento pontual pode ser utilizado nas depressões mais profundas enquanto o protocolo de neocolagênese evolui.

Para hiperpigmentação pós-inflamatória associada, peeling despigmentante e laser Lavieen têm papel central — com proteção solar rigorosa como condição indispensável para que qualquer resultado se mantenha.

A sequência e a frequência de cada procedimento são definidas pelo profissional após avaliação individualizada — considerando o tipo de cicatriz, o fototipo, a extensão do comprometimento e a resposta progressiva ao tratamento.

O que esperar do tratamento de cicatrizes no rosto?

Essa é a expectativa que mais precisa ser alinhada antes de qualquer protocolo: cicatrizes no rosto raramente somem completamente. O objetivo do tratamento é melhora expressiva e progressiva — redução da profundidade das depressões, melhora da textura, uniformização do tom e suavização do aspecto geral da pele.

A melhora é cumulativa — construída ao longo de meses de protocolo consistente, não em uma única sessão. Muitos pacientes só percebem a dimensão real da transformação quando comparam as fotos do antes e depois lado a lado — porque a mudança acontece de forma gradual e contínua, sem um momento único de “resultado pronto”.

O tratamento mais eficaz é o que começa cedo — especialmente para quem ainda tem acne ativa. Tratar a inflamação antes que se consolide em cicatriz é sempre mais simples e com resultado melhor do que tratar a cicatriz estabelecida.

Cicatrizes no rosto

Cicatrizes no rosto e harmonização orofacial

O tratamento de cicatrizes na região facial — com microagulhamento, laser Lavieen, peeling químico e preenchimento com ácido hialurônico — está dentro do escopo de atuação do cirurgião-dentista especializado em harmonização orofacial para a região da face, conforme autorização do Conselho Federal de Odontologia.

O conhecimento anatômico preciso das camadas da pele facial, dos planos de injeção e das estruturas vasculonerosas da região é o que garante segurança e resultado em qualquer protocolo para cicatrizes. O planejamento que considera a face como um sistema completo — não apenas a cicatriz isolada — é o que diferencia um protocolo que transforma a qualidade da pele de uma sequência de procedimentos pontuais sem coesão.

Na Transformando Faces, cada protocolo de tratamento de cicatrizes começa por uma avaliação completa da pele — com mapeamento dos tipos de cicatriz presentes, análise do fototipo, histórico da acne ou da lesão que originou as cicatrizes, e definição de um plano de tratamento sequencial individualizado. Sem protocolo genérico e sem procedimento antes da avaliação.

Cuidados antes e depois dos procedimentos para cicatrizes

Antes

Informar sobre todos os medicamentos em uso — especialmente isotretinoína, que deve ser suspensa por pelo menos seis meses antes de procedimentos ablativos. Evitar exposição solar intensa nos sete dias anteriores. Informar sobre histórico de herpes labial — que pode ser reativada por procedimentos com laser e microagulhamento. Não usar retinoides na semana anterior a procedimentos mais intensos.

Depois

Protetor solar diário é obrigatório — sem exceção. Qualquer exposição solar sem proteção durante o período de tratamento pode escurecer a área tratada e comprometer o resultado. Hidratação adequada e manipulação zero da pele durante a recuperação. Comparecer às consultas de acompanhamento para avaliação da resposta e ajuste do protocolo conforme necessário.

Aviso importante: as informações deste artigo têm caráter educativo e não substituem a consulta com profissional habilitado. O diagnóstico preciso do tipo de cicatriz e a definição do protocolo de tratamento devem ser feitos de forma individualizada, considerando o fototipo, o tipo de lesão e o histórico de cada paciente.

Perguntas frequentes sobre cicatrizes no rosto

Cicatrizes no rosto têm tratamento?

Sim — mas o objetivo é melhora expressiva e progressiva, não eliminação completa. Com o protocolo correto para o tipo de cicatriz, é possível transformar significativamente a aparência da pele.

Qual o melhor tratamento para cicatrizes de acne?

Depende do tipo de cicatriz. Para rolling, subcisão combinada com microagulhamento. Para icepick, técnica CROSS. Para boxcar, laser fracionado e microagulhamento. Para hiperpigmentação, laser Lavieen e despigmentantes. Protocolos combinados entregam resultado mais completo.

Quantas sessões são necessárias?

Microagulhamento: três a seis sessões. Laser Lavieen: uma a três sessões. Peeling CROSS: duas a quatro sessões por área. Subcisão: uma a três sessões. O número exato é definido pelo profissional após avaliação individualizada e conforme a resposta progressiva ao tratamento.

O tratamento para cicatrizes dói?

A maioria dos procedimentos é realizada com anestesia tópica e é bem tolerada. O microagulhamento causa desconforto leve controlado pela pomada anestésica. O laser Lavieen provoca sensação de calor moderado. A subcisão tem desconforto local controlado com anestesia.

Manchas escuras após acne são cicatrizes?

Não — são hiperpigmentação pós-inflamatória, que responde a tratamento diferente das cicatrizes atróficas verdadeiras. Podem clarear com proteção solar e despigmentantes, com aceleração pelo laser Lavieen e peelings.

Posso tratar cicatrizes com acne ainda ativa?

Não é recomendado iniciar o protocolo de cicatrizes com acne ativa significativa. O controle da inflamação ativa é o primeiro passo — porque continuar formando cicatrizes novas enquanto se trata as antigas reduz muito a eficácia do protocolo.

Cicatrizes queloides podem ser tratadas?

Sim, mas exigem abordagem específica — infiltração de corticosteroide, criocirurgia e, em alguns casos, avaliação cirúrgica especializada. A remoção cirúrgica isolada é contraindicada pelo risco de recidiva com cicatriz ainda maior.

Agende sua avaliação na Transformando Faces

Na Transformando Faces, o plano de tratamento é construído com base no seu rosto, no seu momento e nos seus objetivos. Cada tipo de ruga exige uma estratégia específica.

Os procedimentos são realizados por cirurgiões-dentistas com formação específica em cirurgia e harmonização orofacial — dentro de um planejamento integrado que considera o rosto como sistema completo. Atendimento em Belo Horizonte e São Paulo.

Fale com nossa equipe pelo WhatsApp e agende sua consulta!


Últimas postagens

| Transformando Faces

Laser CO2 fracionado: o que é, como funciona e quando realmente vale a pena

O laser CO2 fracionado é um dos tratamentos mais eficazes para melhorar textura, firmeza e qualidade da pele porque a…
| Transformando Faces

Laser fracionado: como funciona, resultados reais e quando vale a pena

Melhorar a pele do rosto é um objetivo que aparece de formas diferentes para cada pessoa: para algumas, a questão é m…
| Transformando Faces

Cicatrizes no rosto: tipos, causas e os melhores tratamentos para pele mais uniforme

Cicatriz no rosto é uma das queixas que mais afeta a autoestima — não apenas pela aparência, mas pelo que representa….